#7- Guerra às drogas, narcotráfico, e proibicionismo nas Américas

O uso de drogas foi sempre algo cotidiano na História. O consumo de bebidas alcoólicas, estimulantes naturais e plantas alucinógenas está presente, de alguma forma, em todas as sociedades humanas ao longo do tempo.É curioso pensar que foi apenas no século XIX que começaram a surgir no Ocidente, campanhas mais incisivas contra tais substâncias.Da Lei Seca, no início do século XX, à "Guerra às Drogas", iniciada em fins da década de 1960, os Estados Unidos ocupam papel de destaque na defesa de políticas proibicionistas. Em ambos os casos, o combate ao que se julgava uma espécie de "doença social" resultou em sintomas muito mais sérios: No primeiro, o crescimento do consumo ilegal e o fortalecimento da máfia; no segundo, a explosão das atividades do narcotráfico, em particular na América Latina.Países como a Colômbia e o México se tornaram, em processos mais recentes, importantes produtores e fornecedores de drogas para os Estados Unidos, que, mesmo com as proibições, permanece sendo o maior mercado consumidor do mundo.Questão muito mais complexa do que querem nos fazer crer os programas policiais de televisão, o proibicionismo apresenta uma série de contradições e dilemas de ordem social e étnico-racial, contribuindo, muitas vezes, para o encarceramento em massa de pobres, negros, indígenas e mestiços e produzindo mesmo um verdadeiro ambiente de guerra em diversos países nas Américas, incluídos aqui os Estados Unidos e o Brasil.Para discutir essas e outras questões, convidamos para a entrevista Thiago Rodrigues, especialista em políticas sobre drogas nas Américas e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF).Esperamos que aproveitem a entrevista e nos sigam em nossas redes sociais.Imagem do episódio:Fotografia tirada na Colômbia, em 1996, pelo fotógrafo britânico Tom Stoddart (Getty Images). 


Dicas do programa Hora Americana e links

Livro Teste ácido do refresco elétrico de Tom Wolfe

Livro Drogas: História do proibicionismo de Henrique Carneiro

Filme Wall Street de Oliver Stone

Filme O lobo de Wall Street de Martin Scorsese

Série Narcos de Chris Brancato e Doug Miro



Conheça nossa entrevistado

Graduado em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1998), com mestrado (2001) e doutorado (2008) em Relações Internacionais pela PUC-SP; com estágio doutoral, em 2007, no Institut des Hautes Études de l'Amérique Latine (IHEAL) da Université de la Sorbonne Nouvelle (Paris III). É professor associado no Departamento de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Estratégicos (INEST) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Na UFF é professor na Graduação em Relações Internacionais e nos Programas de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos da Defesa e da Segurança (PPGEST) e Ciência Política (PPGCP). É, atualmente, Coordenador do PPGEST/UFF. É editor-assistente do journal International Political Sociology (IPS) e membro do corpo editorial de journals como IPS (ISA), Contexto Internacional (IRI-PUC Rio), Pensamiento Propio (CRIES), Revista Brasileira de Estudos da Defesa (ABED). Parecerista ad hoc dos journals: Revista Brasileira de Política Internacional (IBRI), Revista Brasileira de Ciências Sociais (ANPOCS), Latin American Research Review (LASA), Carta Internacional (ABRI), Foro Internacional (México), Revista da Escola de Guerra Naval (EGN), Austral (UFRGS). É professor convidado no MBA em Relações Internacionais da FGV/Rio. Membro ativo das associações: International Studies Association (ISA), Latin American Studies Association (LASA), Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI), Associação Brasileira de Estudos da Defesa (ABED) e Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS). Parecerista ad hoc para FAPESP, FAPERJ e CNPq. Áreas de interesse: segurança internacional (ênfase América Latina), narcotráfico, crime organizado, teoria das relações internacionais, novos conflitos internacionais.